A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão da corporação, após a perda de seu mandato como deputado federal. A medida, publicada no Diário Oficial da União, estabelece que o não cumprimento acarretará providências administrativas e disciplinares.
O caso evidencia uma questão estrutural: a sobreposição entre funções políticas e cargos públicos. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ingressou na Polícia Federal em 2010, mas esteve afastado enquanto exercia mandato parlamentar. Sua ausência prolongada e não justificada levou à perda do mandato em dezembro de 2025, conforme decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Atualmente nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro terá de se reapresentar à corporação para regularizar sua situação funcional. A ordem da PF é clara: trata-se de um ato declaratório e administrativo, mas que simboliza o esforço institucional de reafirmar disciplina e legalidade diante de figuras públicas que transitam entre política e serviço estatal.
Essa determinação reforça a importância de separar carreiras públicas da atuação política, evitando que cargos de Estado sejam utilizados como extensão de projetos pessoais ou familiares. O episódio é mais um capítulo da relação entre a família Bolsonaro e as instituições brasileiras, marcada por tensões e questionamentos sobre limites legais e éticos.
Fonte: CNN
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